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Egito: revolta faz-se também de humor e lemas improvisados

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Egito: revolta faz-se também de humor e lemas improvisados

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“É ele que parte e nós ficamos”, uma mensagem simples e concisa para Hosni Mubarak, cantada pelos que contestam há duas semanas o regime.

No epicentro dos protestos, a revolta popular faz-se também de “slogans” e canções improvisadas, como constatou o enviado especial da euronews, Luis Carballo:

“Todas as revoluções têm os seus símbolos e esta não é uma excepção. A Praça Tahrir é uma grande tribuna aberta, onde qualquer um pode lançar a próxima frase, que será repetida pela multidão. Aqui, a história escreve-se com anedotas, cartazes e lemas improvisados, com sangue e lágrimas, mas também com um grande sentido de humor.”

O humor, símbolo da identidade nacional egípcia, está omnipresente. Entre os manifestantes, encontramos um árbitro que diz que já é tempo do presidente seguir as regras do jogo:

“A partida está terminada e Mubarak joga o prolongamento. Não sabemos porque recusa partir, pois já recebeu o cartão vermelho. Quando o árbitro diz qualquer coisa, não se pode discutir. E, agora, o povo é o árbitro.”

A multiplicação de cartazes, desenhos e mensagens também evidencia a força do movimento de contestação e a vontade do povo em comunicar contra três décadas de ditadura.

E, mais uma vez, os egípcios mostram os dotes para dar um toque de humor a uma situação bastante dramática.

Rodrigo Barbosa