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Protestos contra Mubarak reforçados por lágrimas de executivo da Google

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Protestos contra Mubarak reforçados por lágrimas de executivo da Google

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As lágrimas de um egípcio deram uma nova força aos protestos contra Hosni Mubarak.

Um dia depois de uma emotiva entrevista televisiva, o executivo da Google Wael Ghonim – que passou 12 dias detido e vendado pelos serviços secretos – juntou-se aos milhares de manifestantes na Praça Tahrir do Cairo.

Ghonim disse à multidão que “este não é um tempo para indivíduos ou partidos. É um tempo para dizer apenas uma coisa: o Egito está acima de todos e é para todos”.

O diretor de “marketing” da Google para o Médio Oriente foi detido na rua por agentes à paisana a 27 de Janeiro, dois dias depois do início do movimento de contestação. Enquanto esteve em cativeiro, a família não recebeu qualquer notícia e Ghonim não sabia o que se estava a passar no país.

Entrevistado na segunda-feira em direto, não conteve as lágrimas quando a jornalista lhe disse que perto de 300 pessoas tinham perdido a vida nos tumultos.

Antes de abandonar o programa, Ghonim quis “dizer às famílias das vítimas que a culpa não é [dos manifestantes ou dos que ajudaram a mobilizar os protestos], mas dos que se agarram ao poder”.