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Egito: Suleiman "não vai tolerar continuação dos protestos"

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Egito: Suleiman "não vai tolerar continuação dos protestos"

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O vice-presidente egípcio Omar Suleiman diz que não vai tolerar a continuação dos protestos. Mas ao décimo sexto dia de acampamento na Praça Tahrir os manifestantes não dispersam.

Suleiman acusou os ativistas anti-Mubarak e as televisões estrangeiras de incentivarem os egípcios a faltarem ao trabalho. Mas nesta praça não faltam atividades e há quem ofereça os seus serviços.

Mohamed Ali é o animador de uma rádio que nasceu na Praça Tahrir. “Nesta estação passamos poemas e declarações. Por exemplo se um idoso que não saiba escrever quiser fazer perguntas, damos-lhe espaço para isso. Também passamos canções nacionalistas que falam de mártires, mas não temos canções de amor”, diz Mohamed Ali.

Um espaço inédito de liberdade, onde os artistas retratam a revolução e contrariam os rumores divulgados pela televisão estatal de que estariam a ser distribuídas refeições gratuitas.

“A primeira coisa que se fez foi recolher dos caixotes do lixo caixas vazias do nosso prato típico, o kuchary, e escrevemos Kentucky Fried Chicken em protesto contra os que dizem que só comemos KFC. Queremos mostrar que ninguém nos pagou para estarmos aqui e que continuamos a comer kuchary”, conta Zaki Khalfa, o presidente de uma associação.

Há ainda quem se ofereça para cortar o cabelo. “É de graça, um serviço para o grande povo do Egito. Esta é a minha forma para apoiar a revolução”, conta Ahmed Samy.

Os manifestantes prometem não arredar pé até que haja um corte total com o regime de Mubarak.