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Egito: transição sem mudança inflama revolta popular

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Egito: transição sem mudança inflama revolta popular

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Contra Mubarak, mas também contra a transição política proposta pelo regime, milhares de egípcios regressam esta quarta-feira às ruas do Cairo naquele que é o décimo sexto dia de protestos.

Ao contrário das previsões, o movimento parece longe de perder o fôlego, depois da praça Tahrir ter acolhido ontem uma das maiores manifestações de sempre.

O impasse no diálogo entre o regime e a oposição e a transição do poder para o braço direito de Mubarak e vice-presidente, parece inflamar ainda mais a revolta popular.

Os manifestantes deverão marchar hoje sobre o palácio presidencial, depois de terem ocupado ontem a praça do parlamento.

Washington voltou a exigir uma resposta imediata do regime, “nós acreditamos que tem de ser iniciado um processo de transição que desemboque em eleições livres e justas, no fim do estado de emergência e numa reforma constitucional”, lembrou o porta-voz da Casa Branca Robert Gibbs.

Uma atitude que reflete o descontentamento popular com a transição assegurada pelo vice-presidente Omar Suleiman, que no domingo afirmou que o Egito não estava preparado para a democracia.

Uma posição partilhada pelo braço iraquiano da rede Al-Qaida, que num comunicado publicado ontem, apelava à guerra santa contra o que chama de ingerência de Estados Unidos e Israel na política egípcia.