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Revolta no Egito ameaça negociações israelo-palestinianas

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Revolta no Egito ameaça negociações israelo-palestinianas

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O conselho de segurança das Nações Unidas quer evitar que a situação no Egito afete a retoma das negociações de paz israelo-palestinianas.

O organismo reafirmou no fim de semana que espera que o atual impasse possa ser superado para que as negociações estejam concluídas até Setembro.

Hoje a Rússia propos a visita de uma missão do conselho de Segurança da ONU a Israel e aos territórios palestinianos. Como sublinhou o embaixador russo na ONU, “é urgente deslocarmo-nos ao terreno uma vez que a última missão deste género foi organizada há três décadas”.

Uma proposta vista com algum ceticismo pela diplomacia norte-americana, num momento em que o principal mediador das discussões, o Egito, se encontra abalado por um movimento de revolta popular.

A responsável da diplomacia da União Europeia reconheceu ontem que “os contornos das mudanças atuais no Médio Oriente não são ainda claros, mas agora, mais do que nunca, é urgente concluir as negociações de paz israelo-palestinianas”.

O protagonismo da ONU no retomar das negociações de paz ocorre num momento em que a posição de Israel se encontra fragilizada dentro do organismo internacional. Desde há meses que o país tarda em nomear um embaixador permanente junto da ONU.