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Governo egípcio ameaça recorrer ao exército "para evitar caos"

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Governo egípcio ameaça recorrer ao exército "para evitar caos"

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O governo egípcio tenta ganhar tempo face à revolta crescente da população contra o regime.

Ao décimo sétimo dia de protestos, as manifestações multiplicam-se ao longo do país, não só no Cairo, Alexandria e Suez, mas também em algumas zonas rurais.

Pelo menos 5 pessoas morreram e centenas ficaram feridas ontem em El Kharga, a 400 km da capital, depois da polícia ter disparado sobre os manifestantes.

Em paralelo às reivindicações políticas, registam-se também protestos sindicais em várias empresas públicas, dos arsenais de Port-Said, entre os trabalhadores do canal de Suez e mesmo no aeroporto do Cairo.

Num momento em que os manifestantes ocupam a praça frente ao parlamento, o regime continua a rejeitar a saída de cena de Mubarak. O ministro dos negócios estrangeiros referiu ontem a possibilidade de uma intervenção do exército para evitar que o país mergulhe no caos.

O correspondente da Euronews no Cairo, constatou esta manhã o aumento da presença do exército na praça Tahrir e frente ao edifício da televisão pública no Cairo.