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Egito: contestação vai ao palácio presidencial

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Egito: contestação vai ao palácio presidencial

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Num dia marcado pela expectativa e subsequente desilusão, a euronews esteve na Praça Tahrir do Cairo para recolher, a quente, as reações daqueles que contestam o regime de Hosni Mubarak.

Se o presidente teima em mudar de postura, também os manifestantes prometem não ceder.

Um egípcio diz que “se ele amasse verdadeiramente o povo, abandonava o poder e demitia-se. Mas parece que afinal vai ficar”.

Um jovem diz que “ele faz o mesmo desde o início da crise. Cada vez que faz um discurso, ferve o sangue [do povo]. Voltaremos para a oração de sexta-feira e seremos 10 milhões”.

Sem esconder a raiva, um manifestante sublinha que Mubarak “dizia a Saddam Hussein para se demitir para não arruinar o Iraque. Agora, ele deveria dar ouvidos ao próprio conselho”.

O correspondente da euronews, Mohammed Abdel-Azim, frisa que “os manifestantes consideram que a transmissão de poderes a Omar Suleiman é insuficiente e, para eles, esta sexta-feira será o dia D e vão dirigir-se ao palácio presidencial”.