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Argelinos lutam por um "novo amanhã"

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Argelinos lutam por um "novo amanhã"

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Encorajados pelas revoluções na Tunísia e no Egito, os argelinos sonham participar neste movimento histórico e reclamam mudanças políticas.

A euronews falou ao telefone com Khelil Abdel Moumene, secretário-geral da Liga Argelina dos Direitos do Homem:

“- Nós queremos que esta mudança seja pacífica, baseada nos princípios democráticos e no respeito dos Direitos do Homem.

O regime argelino é um regime complexo. O poder não está nas mãos do presidente. É a instituição militar que monopoliza o poder. Mas a maioria do povo argelino deseja uma mudança verdadeira, uma mudança que não se resuma a uma dança de cadeiras, uma mudança que altere a natureza do regime. As manifestações deste 12 de fevereiro são o início de um processo que vai culminar numa mudança democrática e pacífica.

O povo argelino efetuou sacrifícios enormes, começando pela guerra da independência, passando pela sublevação de 1988 que viu as suas conquistas abortadas pela interrupção do processo eleitoral em 1992. O que custou à Argélia anos de terrorismo. Mas nós estamos em 2011, o que quer dizer, quase dez anos depois do fim da violência política na Argélia.

O povo argelino quer viver qualquer coisa diferente do que viveu nos últimos 20 anos. A juventude argelina, à qual chamamos “Juventude do Estado de Emergência”, aspira a um novo amanhã, no qual possa viver em liberdade e possa ocupar o lugar na sociedade que lhe pertence.”