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Egito de olhos postos no futuro

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Egito de olhos postos no futuro

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O Egito acaba de virar uma página da história, mas está já de olhos postos no futuro.

O país tem pela frente vários desafios como, por exemplo, em matéria de defesa dos direitos humanos.

“Penso que é preciso julgar todo o sistema para evitar que aquilo que aconteceu, se repita no futuro” afirma Zakariya Abdel Aziz, ex-presidente do Clube de Juízes.

“O nosso objetivo é sensibilizar a juventude, garantir que conhece a Constituição para que possa reivindicar os seus direitos” refere um dos opositores ao regime Mubarak.

Organizações de defesa dos direitos humanos garantem que vários opositores ao regime foram torturados durante os protestos.

Muitos acreditam que Mubarak, ainda, vai ter de prestar contas ao país:

“Mubarak levou 70 milhões de dólares, mas nós ficámos com Egito. Somos os vencedores e ainda vamos recuperar o dinheiro. Pouco importa quanto tempo vai demorar, mas vamos julgar todos os símbolos da corrupção e recuperar o dinheiro roubado” afirma uma mulher.

“É necessário que estejamos unidos e que trabalhemos pelo Egito” refere um homem.

Os apelos à união e solidariedade multiplicam-se um pouco por todo o país.

A comunicação social que antes apoiava Mubarak fez marcha atrás e coloca-se, agora, ao lado da população.

euronews: “O povo fez cair o regime” é a manchete deste jornal até, ontem, pró-regime. Isto significa que este sismo social abalou, fortemente, a paisagem política do Egito. Mas qual o papel do exército e da Irmandade Muçulmana no futuro é, a questão que, agora, se coloca.