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Egito: Exército promete cumprimento de acordos internacionais e transição para poder civil

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Egito: Exército promete cumprimento de acordos internacionais e transição para poder civil

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No Cairo, em redor da praça Tahrir, sopram ainda os primeiros ventos de liberdade.

A contestação dos últimos dias deu lugar à ansiedade de um povo que tem pressa em ver como o exército vai conduzir a transição para a democracia.

Com a queda do regime de Hosni Mubarak, na sexta-feira, o Conselho Militar assumiu o poder provisório e começou a revelar as primeiras intenções: assegurar à comunidade internacional o cumprimento dos acordos internacionais assinados.

Outro dos desafios que se coloca ao Exército é a tarefa colossal de restaurar a estabilidade naquele que é o país mais populoso do mundo árabe.

A euronews foi ouvir um antigo general egípcio, confiante num trabalho digno: “No que respeita ao Exército, penso que depois de terminar o período de transição no qual assegura a gestão dos assuntos correntes, vai retirar-se e retomar a principal missão, que é a defesa do país, e não assumir o papel de polícia”.

O Conselho Militar comprometeu-se com uma transição pacífica que vai preparar o terreno para um poder civil eleito, com vista à construção de um Estado democrático livre.

Ainda este sábado, a Justiça egípcia proibiu que o ex-primeiro-ministro Ahmad Nazif e o atual ministro da Informação, Anas el Fekki, saiam do país.

O procurador-geral, Abdel Magid Mahmud, tomou a decisão em função dos processos abertos contra os dois políticos.