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Reações populares no Médio Oirente

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Reações populares no Médio Oirente

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Os acontecimentos do Cairo geraram uma onda de contentamento no Médio Oriente. Pelo menos nas ruas. Nos corredores do poder as reações terão sido mais comedidas em alguns países devido ao receio de verem as revoluções alastrarem.

Mas este não será o caso no Iraque, confrontado com outros problemas como explica um habitante de Bagdade: “Ao fim de 18 dias de manifestações eles derrubaram Mubarak. Dou-lhes os parabéns mas aconselho-os a não se dividirem como os sunitas e os xiitas aqui no Iraque.”

No Líbano as reações retratam a divisão do país. Enquanto uns evocam o fim de uma ditadura, outros consideram que o país deve agora regressar ao mundo árabe anterior à paz com Israel.

“Este é um grande acontecimento para o povo egípcio. Todos os tiranos devem enfrentar o seu destino.” – afirma um libanês. Já um outro adianta: “Claro que o regresso do Egito ao seio do mundo árabe é muito importante para os Estados árabes e para o povo que quer libertar a Palestina.”

No Irão o regime islâmico congratula-se com a queda de Mubarak e faz um paralelo com a sua revolução que ontem celebrou 32 anos. Mas ao mesmo tempo a presidência de Ahmedinejad receia os protestos da oposição.

Nas ruas, repete-se o discurso oficial: “A região deve unir-se até porque temos a mesma religião, independentemente de sermos xiitas ou sunitas. Devemos unir-nos e, se Deus quiser, o Médio Oriente Islâmico prometido será enfim uma realidade.”