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Egito celebra com aviso à autoridade militar

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Egito celebra com aviso à autoridade militar

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Mais de 24 horas depois da queda de Hosni Mubarak, continuam as celebrações de uma reviravolta histórica no Egito.

Mas, apesar do ambiente festivo, os organizadores dos protestos das últimas três semanas deixaram claro as suas exigências ao Conselho Militar que dirige agora o país: a dissolução do parlamento e do governo nomeado por Mubarak no dia 29 e o fim de um estado de emergência, usado durante três décadas pelo presidente para esmagar a dissidência.

Um egípcio explica que a população “sabe o que quer e conta com a ajuda do Exército. É preciso mudar o governo, que é responsável por torturas”.

Outro diz que o povo “pode fazer a diferença e foi isso que provou, na Praça Tahrir”.

Depois de um dia marcado pelo levantamento de barricadas e pela limpeza a cargo de voluntários, a simbólica praça do Cairo voltou a encher-se para celebrar com música.

Mas, nos bastidores, alguns organizadores do movimento de contestação estão a formar um Conselho para negociar com a autoridade militar e defender a continuidade da revolução.

Rodrigo Barbosa