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Itália: Agora é que são elas

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Itália: Agora é que são elas

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Em Itália, agora é que são elas… as mulheres, que exigem a partida de Silvio Berlusconi.

O chefe do governo continua a recusar-se comparecer perante os juízes que o querem ouvir num caso de alegadas relações com uma prostituta menor. Berlusconi nega as acusações, mas aumentam as pressões para que se demita.

O público feminino saiu à rua aos milhares em 200 cidades italianas. Para elas, os escândalos sexuais que envolvem o primeiro-ministro são uma afronta à dignidade feminina.

“Quero poder continuar a conquistar tudo aquilo que conquistei até hoje. Por isso estou aqui hoje, para dizer que já chega. Digo-o a todas as mulheres, incluindo às amigas dele”. “Muitas vezes, obrigam-nos a escolher entre a mente e o corpo, mas a nossa liberdade e a nossa dignidade só podem ser protegidas se as duas coisas estiverem juntas”, dizem duas mulheres que participaram nos protestos.

Para as manifestantes, a atitude de Berlusconi reforça a visão da mulher como objeto sexual.

Além de Itália, várias manifestações noutros países, como no Japão, juntaram mulheres frente às embaixadas e centros culturais italianos, pedindo a demissão de “Il Cavaliere”.