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Militares tentam evacuar a praça Tahrir

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Militares tentam evacuar a praça Tahrir

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Aquele que foi o epicentro da revolução egípcia, a praça Tahrir, no Cairo, começa pouco a pouco a voltar à normalidade, mas alguns manifestantes insistem em manter-se no local.

O exército, que assumiu o poder no país, tenta dispersar a multidão que se mantém na praça. Alguns testemunhos dão conta de tiros para o ar.

Mas a população não arreda pé. Mesmo com Mubarak afastado do poder, a incerteza sobre o futuro mantém-se.

“Os militares tentaram retirar as pessoas da praça, mas as pessoas recusaram, porque têm certas exigências, e não saem enquanto as exigências não forem satisfeitas. Mas os militares são boas pessoas, não vão fazer mal ao povo egípcio, eles estão connosco”, diz um manifestante. Outro egípcio, contra a continuação das manifestações, diz: “A nossa exigência, que era a queda do regime, foi satisfeita. Tínhamos todos um objetivo, que era viver em liberdade, e graças a Deus conseguimos. Estes manifestantes têm outras exigências, que são impossíveis de realizar. Deus demorou sete dias para criar o Mundo, eles querem tudo num dia, não acho bem”.

Pela primeira vez em duas semanas, os automóveis voltaram a circular na rotunda. Ao mesmo tempo que tentam evacuar a praça de manifestantes, o que está a ser uma tarefa quase impossível, os militares tentam igualmente limpar a praça, onde os restos das tendas improvisadas continuam a amontoar-se.