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Egito: os militares na cadeira de Mubarak

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Egito: os militares na cadeira de Mubarak

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O simbolismo da remoção da fotografia de Hosni Mubarak, ontem, no parlamento do Cairo, arrisca-se a não satisfazer todas as exigências dos manifestantes no Egito.

Dois dias depois da queda do presidente, o exército anunciou ontem que assume as rédeas do país até à convocação de novas eleições dentro de seis meses.

Contra o previsto na Constituição, o supremo conselho militar assumiu o lugar do presidente, mantendo no cargo o anterior primeiro-ministro.

Ahmed Shafiq afirmou ontem que, “a prioridade passa por pôr fim ao sentimento de insegurança e aos protestos das últimas semanas”.

Ao contrário das expetativas dos manifestantes, o exército afirmou que não pretende levantar para já o estado de emergência, tendo ameaçado evacuar a praça Tahrir do Cairo, o epicentro das manifestações das últimas três semanas.

Afirmações que não inquietam o líder do partido da oposição Al-Ghad, Ayman Nour que, no entanto, exigiu garantias da parte dos militares de que, “vão ser iniciadas reformas com vista a uma transição democrática”.

Os partidos da oposição preparam-se para formar um conselho para supervisionar o calendário da transição posto em prática pelo exército.

Para lá das perdas económicas, a instabilidade das últimas semanas levou também ao desaparecimento de várias peças do museu do Cairo, como uma estátua do faraó Tutankamon.