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Militares querem egípcios a trabalhar

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Militares querem egípcios a trabalhar

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Os militares egípcios pedem ao povo para regressar ao trabalho. É que muitos aproveitaram o movimento social que conduziu à queda de Hosni Mubarak e continuam as manifestações e as greves, reclamando melhores condições de vida.

O general Mohsen el-Fangari, porta-voz das Forças Armadas, dirigiu-se esta segunda-feira ao país e leu o 5° comunicado desde que os militares assumiram o poder: “O Alto Conselho Militar afirma que para assegurar a estabilidade do país e dos cidadãos, assim como a continuidade do ciclo de produção, apela aos cidadãos, aos sindicatos e aos trabalhadores para desempenharem plenamente os seus papéis, sem esquecer o sofrimento por que passaram durante este tempo.”

A Praça Tahrir, símbolo da revolução do Nilo, foi novamente tomada por alguns manifestantes esta segunda-feira. “Os nossos salários são muito baixos, não temos perspetivas nem incentivos” – explica um funcionário da companhia pública de transportes.

Entretanto o dia conheceu também uma manifestação de polícias. Os agentes da ordem que foram utilizados inicialmente para reprimir a contestação regressaram agora às ruas para reclamarem a sua pertença ao povo egípcio.