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Cairo pede ao estrangeiro para congelar bens de antigos dirigentes egípcios

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Cairo pede ao estrangeiro para congelar bens de antigos dirigentes egípcios

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A normalidade começa a chegar aos poucos ao Cairo e arredores. Na capital egípcia, esta segunda-feira, algumas lojas e cafés abriram as portas pela primeira vez à nova era do país.

O comércio e o turismo mostram sinais de quererem recuperar, rapidamente, aquela que é a segunda economia do mundo árabe.

Nesse sentido, os membros representativos da Liga Árabe estiveram reunidos para decidir sobre a ajuda financeira ao Egito e à Tunísia, para minimizar os efeitos das revoluções que ocorreram nos dois países.

Depois do encontro, o secretário-geral da Liga Árabe, Amr Mussa, tentou afastar os receios da comunidade internacional sobre o papel dos islamitas no processo de transição.

“Esses receios manifestaram-se repetidamente, mas na realidade, são só suposições para assustar as pessoas. Como se pôde ver, em todas as manifestações das últimas semanas, a irmandade muçulmana estava presente mas era apenas uma parte que se manifestava, não dirigiram o movimento”.

Sinais de que o processo revolucionário está em curso são os protestos de trabalhadores em frente dos vários ministérios a exigirem melhores salários e condições.

Outro marco do dia foi o pedido do Conselho das Forças Armadas ao Reino Unido, para congelar os bens dos ex-responsáveis egípcios, como anunciou, ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, William Hague.

“Recebemos um pedido da parte do governo egípcio para congelar os bens de vários antigos responsáveis egípcios. Vamos evidentemente cooperar trabalhando em conjunto com a União Europeia”.

A atividade bancária no Cairo esteve parada, todo o dia, devido a protestos dos trabalhadores do setor e só volta ao ativo na quarta-feira.