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Itália estende mão à Tunísia para pôr fim à crise dos clandestinos

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Itália estende mão à Tunísia para pôr fim à crise dos clandestinos

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A Itália tenta acalmar a tensão com a Tunísia, depois de mais de quatro mil clandestinos terem desembarcado nos últimos dias na ilha de Lampeduza.

Mais de metade foi ontem transferida para centros de acolhimento no continente.

De visita a Túnis, o responsável da diplomacia italiana, Franco Frattini, garantiu que Roma não vai enviar polícias para o país, oferecendo-se para disponibilizar radares e equipamento para patrulhar a costa.

Uma forma de travar a tensão criada pelas declarações inflamadas do ministro do Interior italiano, que tinha defendido a mobilização de polícias italianos para a Tunísia.

No mesmo tom, Roberto Maroni anunciou ontem, “o envio de 200 militares para Lampeduza”, exigindo “100 milhões de euros de ajuda da União Europeia”, depois de ter criticado a falta de resposta de Bruxelas ao que chamou, “de crise humanitária”.

Declarações que não abalaram a visita de ontem da responsável diplomática da União à Tunísia. Catherine Ashton prometeu ajudas de 258 milhões de euros até 2013 para apoiar a transição no país.

Os 27 deverão reunir-se na próxima semana para discutir o envio de uma missão Frontex de patrulhamento das águas do Mediterrâneo para travar a vaga de imigrantes tunisinos.

Desde ontem, que o exército tunisino reforçou o patrulhamento da costa, onde milhares de “desiludidos da revolução” aguardam uma oportunidade para entrar no continente europeu.