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Petrolífera Chevron condenada por danos ambientais no Equador

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Petrolífera Chevron condenada por danos ambientais no Equador

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Uma sentença exemplar para os ambientalistas equatorianos e ilegítima para uma das maiores petrolíferas mundiais.

O tribunal de Lago Agrio, no Equador, condenou a companhia Chevron a uma multa de oito mil milhões de dólares por danos ambientais causados à selva amazónica durante os anos 70 e oitenta.

Uma sentença que não foi tornada pública e cujo conteúdo foi anunciado apenas pelos queixosos, que há décadas tentam condenar a petrolífera.

Tanto o tribunal internacional de justiça de Haia como um juiz de Nova Iorque proibiram, na semana passada, a aplicação de qualquer sentença à Chevron que afirmou já que pretende apresentar recurso da decisão equatoriana.

O caso é seguido de perto tanto pelos ambientalistas como pelas grandes petrolíferas mundiais, uma vez que poderia abrir caminho a novos processos do género.

Em causa está a poluição causada pelas atividades da companhia Texaco na selva Amazónica durante mais de duas décadas, antes de ser adquirida pela Chevron.

A petrolífera classifica o processo como “puro oportunismo” e mesmo “tentativa de extorsão”, uma vez que a exploração das jazidas na selva amazónica foi entregue, há mais de duas décadas, à petrolífera estatal equatoriana.