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Egito: Irmandade Muçulmana não inquieta outros partidos da oposição

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Egito: Irmandade Muçulmana não inquieta outros partidos da oposição

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O exército egípcio garante que não pretende manter-se no poder indefinidamente.

Os militares asseguraram ontem que vão entregar o poder aos civis após as primeiras eleições da era pós-Mubarak, dentro de seis meses.

Um comité de transição, chefiado por um juiz independente, deverá apresentar nos próximos 10 dias uma proposta de revisão constitucional que abre caminho à reentrada na cena política dos partidos da oposição banidos por Mubarak, como a irmandade muçulmana.

Para os restantes líderes da oposição, como Oussama El Ghazali Harb, do partido Frente Democrática, os receios suscitados por este regresso à ribalta são infundados.

“O mundo pôde ver durante as manifestações e durante a revolução que a irmandade muçulmana tem um papel importante, mas pôde ver também que não foram o motor da revolução e que não são a única força política do país”.

A Irmandade muçulmana já afirmou que vai fundar um partido após o referendo à nova constituição.

Para Ayman Nour, líder do partido El Ghad, “o movimento islamita é uma força importante que tem um impacto real, longe da imagem sombria transmitida pelo regime de Mubarak durante décadas”.

A nova era política no Egito é marcada pelas notícias sobre o agravamento do estado de saúde de Mubarak, refugiado em Sharm El Sheikh. No seu último discurso, o presidente deposto tinha afirmado que morreria em solo egípcio.