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"Rubygate": o sétimo e mais devastador processo contra Berlusconi

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"Rubygate": o sétimo e mais devastador processo contra Berlusconi

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A justiça italiana considerou que há provas suficientes para levar Silvio Berlusconi aos tribunais, em julgamento imediato, por abuso de poder e recurso aos serviços de uma prostituta menor.

A primeira audiência do processo foi marcada para dia 6 de Abril, às 9h30, frente a três juízas do tribunal de Milão.

No requerimento de 30 páginas, redigido pelas magistradas, são detalhadas todas as provas dos crimes imputados ao primeiro-ministro.

O documento precisa o pagamento de sete mil euros em troca de relações sexuais com a prostituta Ruby, então menor, e a intervenção direta de Berlusconi junto da polícia para libertá-la da cadeia, alegando que se trataria da neta do ex-presidente egípcio Hosni Mubarak.

“Berlusconi é um lutador, já sobreviveu a vários processos e apesar de ter sido condenado por algumas vezes conseguiu sempre escapar-se às malhas da justiça. Mas desta vez não estamos a falar nem de corrupção de juízes nem de desvio de fundos, mas de uma situação clara de sexo pago com uma rapariga menor”, afirma um analista político.

O chamado “Rubygate” soma-se a outros seis processos simultâneos que correm nos tribunais italianos contra Berlusconi que se afirma inocente de todas as acusações.

Para o advogado do primeiro-ministro, Paolo Sisto, “será impossível provar que se trata de um caso de prostituição, pois a mulher em causa nega ter sido paga e nega ter tido relações sexuais com o chefe de governo”.

No total, Berlusconi incorre numa pena de 15 anos de prisão. Mas a condenação mais grave veio esta semana de milhões de mulheres italianas que exigiram nas ruas a demissão imediata do primeiro-ministro.