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Bahrein: exército faz ultimato aos manifestantes

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Bahrein: exército faz ultimato aos manifestantes

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Os militares do Bahrein “vão tomar todas as medidas para restabelecer a segurança pública” e ordenaram às pessoas para não se aproximarem do centro da capital.
 
Durante a madrugada, centenas de manifestantes que dormiam há três dias na praça central de Manama foram expulsos, numa operação que fez, pelo menos, quatro mortos. 60 pessoas estão desaparecidas.
 
O Bahrein faz parte do Conselho de Cooperação do Golfo, que inclui a Arábia Saudita, o Qatar, Emirados Árabes Unidos, Oman e Koweit. Hoje, os chefes da diplomacia destes países reúnem-se em Manama para apoiar o Bahrein.
 
O país está a ser sacudido por uma vaga inédita de contestação contra o governo. O centro dos protestos era a Praça Pérola, rebatizada pelos manifestantes Praça Tahrir em referência à revolta popular que depôs o ex-presidente egípcio. Esta noite, foi invadida pela polícia, quando a maioria dos manifestantes dormia.
 
A oposição avisa que o ataque não vai apagar a revolta e promete um novo protesto, no sábado. Para já, o partido xiita Al-Wefaq anunciou que se vai retirar do Parlamento, onde tem 18 assentos.
 
Reagindo à repressão desta noite, o líder do grupo Abed Al Jalil Khalil, declarou que “havia outras formas para evitar as mortes” e que “quem decidiu o ataque tinha o objetivo de matar”.
 
O ministro do Interior respondeu que “as forças só avançaram depois de terem esgotado todas as possibilidades de diálogo”.
 
Além de gás lacrimogéneo, a polícia terá usado balas de borracha e de fragmentação. Ao hospital acorreram dezenas de feridos e também manifestantes que gritaram “Morte aos Al-Khalifa”, a família real.