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Belgas celebram recorde do mundo com "revolução da batata frita"

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Belgas celebram recorde do mundo com "revolução da batata frita"

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“A União faz a força” é a divisa da Bélgica e os jovens saíram à rua esta quinta-feira para a defender, no dia em que o país bateu o recorde do mundo sem governo, até agora detido pelo Iraque.

Munidos de bandeiras nacionais, os estudantes lideraram as manifestações nas partes francófona e flamenga.

Um belga afirma: “Há 249 dias que vivemos sem governo, batemos o recorde do mundo. É hora dos políticos assumirem as responsabilidades e formarem um governo, de ultrapassarem as divisões e discórdias, a que chamamos politiquices que não encontramos na população ou pelo menos muito pouco”.

Na cidade de Louvain, a “revolução da batata frita”, símbolo da unidade belga, decorreu num ambiente de festa popular, com direito a barraca de tiro de sapato aos políticos francófonos e flamengos, que teimam em não se entender.

O ainda ministro das Finanças, Didier Reynders, tem mais 15 dias para tentar acabar com o impasse político. Mas poucos acreditam que consiga.

Os analistas consideram inevitáveis novas eleições e as sondagens indicam uma progressão de Bart de Wever, o líder dos independentistas flamengos, vencedor do escrutínio de Junho.

O governo esse continua por encontrar e os belgas gerem a frustração com o humor. Por entre páginas internet humorísticas, as greves do sexo e do barbear, a “revolução da batata frita”, acompanhada de cerveja, permite ironizar uma situação que está longe de fazer rir.