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Dois milhões celebram revolução na Praça Tahrir

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Dois milhões celebram revolução na Praça Tahrir

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Uma semana depois os egípcios regressaram à Praça Tahrir para celebrarem a revolução do Nilo. O local que centralizou a luta nos 18 dias que mudaram o Egito acolheu dois milhões de pessoas para uma festa com um objetivo político: recordar aos militares a força do povo e dizer-lhes que a revolução não deve ser confiscada.

Egípcios de todas as confissões participaram na “marcha da vitória” para lembrar também que é possível viver em conjunto. Mas porque se trata de um país de maioria muçulmana, a grande oração de sexta-feira realizou-se na praça Tahrir. O xeque Yousef al-Qaradawi, conhecido por pregar numa estação de televisão internacional e respeitado enquanto intelectual no Ocidente, regressou ao Egito natal pela primeira vez em três décadas.

O curso da história está nas mãos do exército que prometeu devolver o poder aos civis. O povo, entretanto, permanece inebriado com uma liberdade desconhecida até há uma semana. “Sentimo-nos livres pela primeira vez e pela primeira vez somos verdadeiramente orgulhosos de sermos egípcios e erguemos bem alto as nossas cabeças. Viva o Egito livre! Viva o Egito livre!” – grita uma jovem cairota.

Mas uma semana após a revolução, o país teima em regressar à normalidade. As escolas e os bancos permanecem fechados e muitos trabalhadores continuam em greve.