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Ensino universitário, um privilégio?

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Ensino universitário, um privilégio?

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Quem deveria pagar pela educação superior na Europa? A questão tornou-se uma preocupação crescente e um tema controverso. Com a crise mundial, o aumento da procura e a falta de financiamento público está a tornar-se insustentável. Para solucionar o problema, alguns governos estão a implementar reformas financeiras, que sobrecarregam os próprios alunos.

No início do ano, o parlamento britânico aprovou o agravamento das propinas que podem, agora, ultrapassar os 10 mil euros, por ano, três vezes mais do que hoje. As universidades têm, até meados de Março, para decidir quanto vão cobrar, a partir de 2010. A maioria parece estar a pedir o montante máximo. Os estudantes saíram para as ruas.

A Itália também enfrenta graves problemas no financiamento da educação. Nos últimos anos o governo cortou 20% nos orçamentos atribuídos às universidades. Esta e outras reformas estão a ser bastante contestadas pelos alunos e funcionários universitários.

Enquanto alguns países europeus reduzem os orçamentos e aumentam as propinas, a Alemanha continua a financiar, fortemente, as universidades. O sucesso da economia alemã depende muito da qualidade das áreas da ciência e da pesquisa. O país não pode ficar atrás dos rivais, como se percebe pelo exemplo da universidade de Heidelberg.