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Manifestações no Bahrein reprimidas

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Manifestações no Bahrein reprimidas

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As forças de segurança estão a reprimir as manifestações no Bahrein e a impedir que as ambulâncias prestem auxilio às vítimas.

Esta sexta-feira, foram os próprios manifestantes que se encarregaram de transportar os feridos para os centros hospitalares mais próximos.

No quinto dia consecutivo de protestos, a polícia e o exército dispararam contra todos aqueles que voltaram às ruas para exigir reformas políticas no país.

Pelo menos uma pessoa morreu, centenas ficaram feridas, algumas em estado grave.

Centenas de agentes foram mobilizados para a Praça Pérola, na véspera palco de violentos confrontos com os manifestantes.

Uma testemunha fala de um banho de sangue no Bahrein:

“Estamos no hospital de Salmanyah. Estamos longe do local onde decorrem os protestos, mas conseguimos ouvir o barulho e as bombas. Uma pessoa que deu entrada no hospital garante que lá o chão é vermelho. Diz que não é possível ver nada porque está coberto de sangue.”

Pelo menos sete pessoas morreram desde o início dos protestos.

Os xiitas que representam 70 por cento da população no Bahrein são governados por sunitas.

Dizem-se discriminados, pedem a criação de um Parlamento mais representativo, uma nova Constituição e um novo governo.