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Bahrein: oposição quer garantias antes do diálogo

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Bahrein: oposição quer garantias antes do diálogo

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Milhares de manifestantes voltaram a ocupar a Praça Pérola, na capital do Bahrein, enquanto os partidos da oposição elaboravam uma lista das exigências para dialogar com o poder.

Como condição prévia para as conversações, a oposição exige a demissão do governo, que acusa de ser o responsável pela repressão que fez seis mortos durante os protestos.

Este domingo, o príncipe herdeiro, Salman bin Hamad al-Khalifa, reiterou a proposta de dialogar com a oposição: “Tenho a certeza que somos todos a favor de reformas e somos todos seres humanos. Temos todos interesses e não vos vou dizer quais são os vossos. O diálogo continua a ser a parte mais importante deste trabalho.”

Além da promessa de diálogo, o príncipe retirou o exército da Praça Pérola. Concessões que levaram ao cancelamento da greve geral prevista para este domingo.

Os protestos prometem continuar até que o tio do rei, Khalifa bin Salman al-Khalifa, abandone a chefia do governo, um posto que ocupa há quase quarenta anos.

Entretanto, a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, apelou a que as autoridades adotem reformas o mais rápido possível e classificou a violência contra os manifestantes como inaceitável. O Bahrein alberga a quinta frota naval norte-americana, indispensável para a guerra no Afeganistão.