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Líbia: Estrangeiros regressam a casa

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Líbia: Estrangeiros regressam a casa

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Embora o governo francês não tenha dado instruções oficiais, as empresas francesas a operar na Líbia estão a repatriar os seus funcionários.

Esta tarde o primeiro voo regular vindo de Tripoli, com franceses de regresso a casa aterrou no aeroporto Charles de Gaulle, em Paris.

Entre eles encontrava-se um engenheiro que estava na Tunísia há um mês atrás: “Na Tunísia foi um movimento contestário mais pacifista. Não existia perigo real para os estrangeiros.

Na Líbia não são contra nós, mas estão armados. De um momento para outro podemos ser apanhados no meio de um tiroteio”.

Um outro referiu com alívio:“Em Bengasi é muito duro, quanto ao resto, em Tripoli, se ficarmos em casa, não há caça aos estrangeiros”.

Em Itália, chegaram ao aeroporto de Fiumincino, num voo regular procedente de Tripoli, os primeiros dos cerca de 1500 italianos que trabalham na Líbia.

“Ouvi os tiros e havia muita confusão. Também ouvimos dizer que cinco mil pessoas estavam a caminho de Tripoli vindas de Bengasi.

Como não existem notícias oficiais, porque não há jornais, nunca se sabe…

De qualquer forma o pouco que se vai sabendo, não é nada bom”, relata uma passageira.

Portugal enviou para Tripoli um avião Hércules C-130 da Força Área para retirar pelo menos 50 portugueses.

O avião tentará depois chegar a Bengasi, para retirar mais 50.

Se não for possível, será realizada uma segunda operação esta terça-feira.