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Líbia: UE pede a Kadhafi para cessar a violência

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Líbia: UE pede a Kadhafi para cessar a violência

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A União Europeia ignorou as ameaças da Líbia e apelou Muammar Kadhafi a cessar “imediatamente” a violência contra manifestantes pacíficos e a responder aos apelos “legítimos” do povo.

Tripoli tinha advertido que se os 27 continuassem a “encorajar as manifestações”, iria abrir as portas à passagem dos imigrantes, interrompendo a colaboração na luta contra a imigração ilegal.

“Estou muito preocupada com o que está a acontecer na Líbia neste momento”, declarou a chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton. “Temos vindo a pedir contenção e vamos continuar a fazê-lo. É muito importante – e o mesmo foi dito pelos ministros dos Negócios Estrangeiros – que a violência pare e se avance para o diálogo”.

O assunto foi um dos temas do jantar de trabalho em Bruxelas, este domingo, entre os ministros dos Negócios Estrangeiros dos 27.

“Todos os que não respeitem a vida humana, que não respeitem a expressão da vontade popular e utilizem métodos dignos da Idade Média devem ser julgados pelo Tribunal Penal Internacional”, declarou o ministro dos Negócios Estrangeiros do Luxemburgo, Jean Asselborn.

Esta segunda-feira, os ministros europeus voltam a reunir-se em Bruxelas para discutir sobre as convulsões no mundo árabe.

O correspondente da Euronews em Bruxelas constata: “Enquanto a Alta Representante da União Europeia para a Política Externa, Catherine Ashton, vai viajar para o Egito para apoiar a transição, aparece esta crise da Líbia que cria novas divisões entre os estados-membros. Como sair deste novo impasse? A União Europeia ainda não tem uma resposta.”