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UE preocupada com situação na Líbia

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UE preocupada com situação na Líbia

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Os europeus tentam mais uma vez falar a uma só voz face ao vento de revolta na Líbia. Esta segunda-feira, na reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros, em Bruxelas, havia os que defendem uma posição firme e por outro lado os prudentes.

Numa altura, em que os países europeus iniciam a retirada dos seus cidadãos, o chefe da diplomacia britânica, William Hague, condena a violenta repressão do regime e exige proteção para os cidadãos estrangeiros e assistência para quem quer deixar o país.

A maioria dos países europeus condenou a repressão e está preocupada com a ameaça do regime de cessar a cooperação com a União Europeia na luta contra a imigração ilegal.

A Itália essa prefere a via da prudência, tendo em conta as questões migratórias, mas também económicas, face aos laços empresárias que mantém com Trípoli. Franco Frattini, ministro italiano dos Negócios Estrangeiros, evoca por exemplo o perigo da proclamação de um Emirado islâmico de Bengazi: “Podem imaginar um Emirado Árabe Islâmico na fronteira da Europa? Seria uma séria ameaça”.

Prova das dificuldades de funcionamento da diplomacia europeia, Catherine Ashton viu escapar mais uma vez o protagonismo. A chefe da diplomacia dos Vinte e Sete prepara-se para viajar até ao Egito, mas o primeiro-ministro britânico David Cameron já está no terreno, sendo o primeiro dirigente estrangeiro a visitar o país após a queda de Mubarak.