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Xiitas denunciam apartheid no Bahrein

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Xiitas denunciam apartheid no Bahrein

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Os xiitas denunciam aquilo a que chamam de apartheid no Bahrein. Uma segregação religiosa perpetuada, garantem, pela dinastia sunita.

Os xiitas representam 70 da população do país. Uma maioria que 14 de Fevereiro saiu à rua para dizer basta.

Para tentar acalmar os protestos, o rei do Bahrein chegou a oferecer cerca de 1500 euros a cada família. A população pede mais:

“Queremos que os Khalifas deixem de nos controlar. Basta! 250 anos já chega. Não os queremos mais. Queremos votar.” afirma uma mulher.

Reformas políticas e sociais estão na base das reivindicações. A dinastia que governa o país desde o século XVIII facilitou a entrada de sunitas oriundos de outros países. Mas a vida dos xiitas pouco ou nada mudou.

“Eles trouxeram pessoas de outros países, deram-lhes passaportes e casas e nós continuamos na mesma situação” refere um homem.

Uma situação que afeta não só a antiga geração como os jovens, que apesar das dificuldades conseguiram tirar um curso superior.

“Licenciei-me há seis anos. Como explica que nunca tenha encontrado um emprego?” pergunta uma licenciada.

Os jovens xiitas garantem que os sunitas têm acesso garantido ao mercado de trabalho, independentemente das qualificações.

Um outro lado do Bahrein, nem sempre compatível com a imagem de modernidade que se tenta passar para o exterior.