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Chefe da diplomacia europeia visita o Egito

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Chefe da diplomacia europeia visita o Egito

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Catherine Ashton e a diplomacia europeia em ação no Egito, depois das críticas sobre a ausência de reação face às revoltas tunisina e egípcia. Para lá das questões políticas, Ashton foi ao Cairo abordar a ajuda que a União Europeia pode dar no período de transição rumo à democracia.

Na Praça Tahrir, a chefe da diplomacia dos Vinte e Sete defendeu mais uma vez: “A longo prazo, o povo destes países deve sentir-se capaz de decidir o seu próprio futuro, o seu próprio destino, mas fazer isso de forma pacífica. Estar aqui no Egito é um bom exemplo do como pode ser feito”.

Os europeus tentam agora mostrar o seu dinamismo. Para lá do eventual aumento de mil milhões de euros da ajuda ao Egito, através do Banco Europeu de Investimento, esta quarta-feira, realiza-se em Bruxelas uma conferência mundial para analisar e coordenar a resposta internacional às mudanças no mundo árabe.

Michael Emerson, do Centro de Estudos Políticos Europeus, fala de “um virar de página da política da União Europeia” e garante que os Vinte e Sete podem ajudar os países que querem ter o que todos chamariam de governação mais decente, um Estado de direitos, o respeito dos direitos humanos”.

Mas a diplomacia europeia continua a ter dificuldades em impor-se. prova disso, a visita de David Cameron ao Cairo, esta segunda-feira. O chefe do governo britânico roubou o protagonismo a Catherine Ashton ao ser o primeiro alto responsável internacional a visitar o Egito após a queda de Hosni Mubarak e a encontrar os responsáveis militares que assumem a liderança do país.