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Diplomatas líbios distanciam-se de Kadhafi

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Diplomatas líbios distanciam-se de Kadhafi

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Representantes diplomáticos líbios em várias partes do mundo condenaram a violenta repressão do coronel Muamar Kadhafi. Diplomatas da missão líbia nas Nações Unidas pedem mesmo ao Tribunal Penal Internacional para abrir um processo contra presidente.

O paradeiro do embaixador Abdurrahman Shalgham é desconhecido. O vice-embaixador Ibrahim Dabbashi deu a cara. “Nós nunca estivemos com Kadhafi, nós estamos com o povo e acabámos de lançar um comunicado a pedir a intervenção da comunidade internacional para ajudar o povo líbio que está a enfrentar genocídio em Tripoli. O povo enfrenta também crimes contra a humanidade em todas as cidades do leste da Líbia”, disse.

Das embaixadas da líbia nos Estados Unidos, na Índia e Malásia também surgem sinais de distanciamento. O secretário-geral das Nações Unidas Ban Ki Moon falou com Kadhafi. “Vi imagens chocantes e perturbadoras com as autoridades líbias a dispararem de helicópteros e aviões contra os manifestantes. Isto é inaceitável, é uma séria violação da lei humanitária internacional”, disse.

O Conselho de Segurança da ONU reúne-se à porta fechada para debater o assunto. A Liga Árabe também vai reunir-se de emergência. O secretário-geral Amr Moussa mostrou-se muito inquieto com a repressão das autoridades líbias.