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Líbia: Kadhafi, o acossado

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Líbia: Kadhafi, o acossado

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O coronel Kadhafi está cada vez mais isolado. Esta noite, um grupo de militares líbios lançou um comunicado a apelar aos soldados para se juntarem ao povo e derrubarem o líder.

Também o ministro da Justiça anunciou a demissão e o ministro do Estado exigiu que o coronel abandone o poder. Vários embaixadores uniram-se ao apelo, incluindo os diplomatas líbios na ONU.

Em Tobruk, no leste do país, a população virou-se contra os símbolos da repressão, tendo incendiado uma esquadra. Muammar Kadhafi também perdeu o controlo de Bengasi, epicentro da revolta, no leste da Líbia.

Esta segunda-feira, vários testemunhos denunciaram bombardeamentos das forças armadas em Trípoli e Bengasi. O filho de Kadhafi, Seif el Islam, foi obrigado a esclarecer que foram realmente atacados depósitos de armas, mas longe das zonas urbanas.

Os bombardeamentos terão feito dezenas de vítimas, que se juntam ao fatídico balanço de 233 mortos – segundo a Human Rights Watch – e 300 a 400 – de acordo com a Federação Internacional das Ligas de Direitos Humanos.

A crise na Líbia estará em debate, esta terça-feira, no conselho de segurança da ONU. O anúncio foi feito pelo secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, depois de ter dito a Muammar Kadhafi, por telefone, para acabar imediatamente com a repressão.