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Europeus temem vaga massiva de imigração ilegal

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Europeus temem vaga massiva de imigração ilegal

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Com a crise no norte de África, a Itália teme ver repetir-se o cenário dos anos noventa. Na altura, centenas de milhares de albaneses desembarcaram no país. Roma não quer voltar a estar sozinha face a uma nova crise humanitária.

O governo italiano tem nas últimas semanas alertado para um novo “êxodo bíblico” e Roberto Maroni reuniu esta quarta-feira com outros cinco ministros do Interior do sul da Europa para lançar um apelo à solidariedade europeia.

No final, Roberto Maroni pediu “a criação de um fundo especial de solidariedade que permita aos países europeus, que enfrentam o primeiro impacto da crise humanitária, ter os recursos necessários”, dados pelos Vinte e Sete.

Até agora, a Líbia tinha servido de barreira à imigração subsaariana rumo à Europa. A Itália, pela sua proximidade geográfica, era um dos países mais afetados.

Em 2008, o governo de Berlusconi assinou um acordo com o regime de Muammar Kadhafi para o combate à imigração ilegal, permitindo por exemplo, o re-envio de clandestinos para Trípoli. Em troca, a Líbia recebia dinheiro e melhorava a sua imagem internacional, mas ao longo dos anos, o líder líbio usou a imigração como meio de pressão sobre os europeus.

Nas últimas semanas, o receio italiano começou a realizar-se. Milhares de tunisinos desembarcaram na ilha de Lampedusa, obrigando Roma a pedir auxílio à Frontex para controlar o fluxo migratório. A própria agência europeia de vigilância das fronteiras afirma que podem chegar à Europa entre 500 mil e milhão e meio de refugiados.