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Líbia: Governo admite existência de 300 mortos

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Líbia: Governo admite existência de 300 mortos

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O governo líbio admite que 300 pessoas morreram na revolta popular contra o regime de Muammar Kadhafi. A oposição fala em 560.

O balanço oficial foi divulgado pelo porta-voz do ministério do Interior, depois do próprio ministro se ter demitido e pedido ao exército para se unir ao povo.

Também os responsáveis pelas pastas da justiça e do Estado viraram as costas ao coronel Kadhafi, assim como muitos soldados, embaixadores e outros diplomatas.

O embaixador-adjunto da Líbia na ONU, Ibrahim Dabbashi – que também se virou contra o líder – disse que as forças fiéis a Kadhafi começaram a atacar cidades no oeste. Um jornal líbio dava conta da mobilização em força do exército para Sabratha, no noroeste.

Em Misrata, os manifestantes viraram-se contra os símbolos do poder, incendiaram esquadras, rasgaram retratos do líder e queimaram o livro verde de Kadhafi, a “bíblia” do regime que o sustentou durante 41 anos.

Depois de uma semana de repressão, os opositores tomaram o controlo de Bengasi, no leste do país.

Kadhafi também parece ter perdido o controlo de Tobruk, onde alguns militares se colocaram ao lado da população.

Apesar da censura, as imagens da repressão correram o mundo através da internet. Bengasi está agora nas mãos do povo, mas foi aqui que mais pessoas morreram nas mãos das forças do regime.