Última hora

Última hora

Líbia: novo balanço aponta para mais de 1000 mortos

Em leitura:

Líbia: novo balanço aponta para mais de 1000 mortos

Tamanho do texto Aa Aa

É difícil conhecer a verdadeira dimensão do massacre na Líbia.

As organizações não-governamentais falam em 800 mortos. Números aquém da estimativa feita, hoje, pelo ministro dos Negócios Estrangeiros italiano que dá conta de mais de 1000.

Os manifestantes pró-democracia controlam o leste da Líbia graças ao apoio dos militares. Mas há locais onde o regime está a esmagar a população.

O número dois da missão líbia junto da ONU diz que as forças do regime estão a atacar pessoas desramadas no oeste do país. Ibrahuim Dabbashi acredita que começou o genocídio na Líbia. Uma extreminação, afirma, desencadeada pelo discurso de Muammar Kadhafi.

Um discurso que mais se assemelhou a uma declaração de guerra. O líder Líbio recusou demitir-se e prometeu apertar o cerco aos opositores ao regime.

Palavras que não calaram a voz de centenas de manifestantes, que hoje em Tobruk voltaram a exigir o afastamento do coronel.

Em Trípoli, o medo de represálias levou a que muitas pessoas tenham ficado em casa. As forças leais a Kadhafi controlam a cidade, apoiadas por mercenários.

A televisão pública continua divulgar imagens de apoio ao líder líbio que ontem desafiou os adeptos a saírem à rua e a defenderem o regime, mas a julgar pelos números, poucos terão respondido ao repto.

Ao mesmo tempo, muitos pesos pesados afastam-se do regime. Hoje, demitiu-se um dos principais aliados do filho de Kadhafi em sinal de protesto contra a violência exercida sobre os manifestantes.