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Mortos na Líbia podem rondar os 10.000

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Mortos na Líbia podem rondar os 10.000

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Se a derrota tivesse um rosto, o leste da Líbia poderia ser disso exemplo.

Em Tobruk, os manifestantes pró-democracia voltaram a sair é rua para cantar vitória. Muammar Kadhafi mantêm-se no poder, mas o regime perde força a cada dia que passa.

Liberdade continua a ser uma das palavras mais ouvidas e os jovens assassinados pela polícia são, agora, os novos heróis do país.

As organizações não-governamentais falam em 800 mortos. Números aquém da estimativa feita, hoje, pelo membro líbio do Tribunal Penal Internacional. Sayed al Shanuka garante que pelo menos 10.000 pessoas perderam a vida durante os protestos anti-regime e que os feridos podem rondar os 50.000.

Os manifestantes pró-democracia controlam o leste da Líbia graças ao apoio dos militares. Mas há locais onde o regime está a esmagar a população.

O número dois da missão líbia junto da ONU diz que as forças do regime estão a atacar pessoas desramadas no oeste do país. Ibrahuim Dabbashi acredita que começou o genocídio na Líbia. Uma exterminação, afirma, desencadeada pelo discurso de Muammar Kadhafi.

A verdadeira dimensão do massacre na Líbia é para já desconhecida. Certo e para já é que muitos pesos pesados se demarcam do regime.

Esta quarta-feira, demitiu-se um dos principais aliados do filho de Kadhafi em sinal de protesto contra a violência exercida sobre os manifestantes.