Última hora

Última hora

Os relatos de quem deixou a Líbia

Em leitura:

Os relatos de quem deixou a Líbia

Tamanho do texto Aa Aa

Os estrangeiros procuram a segurança e agarram a primeira oportunidade para deixar a Líbia. Em vários aeroportos europeus, o cenário é idêntico. Os relatos dão conta do caos, como no aeroporto de Frankfurt.

“Anteontem fui ao centro de Tripoli para trabalhar e fomos obrigados a regressar. Vimos alguns carros queimados. O edifício do congresso, que está numa das principais rotundas, deitava fumo… e foi isso que vimos. Hoje o aeroporto estava num verdadeiros caos. Muitas pessoas do norte África a tentarem regressar a casa. Milhares”, disse um cidadão britânico.

Ao aeroporto de Sófia chegaram uma centena de búlgaros provenientes de Tripoli. Todos eles com histórias para contar. “Quando deixamos a embaixada e atravessámos Tripoli vi apoiantes de Kadhafi com bandeiras verdes a gritarem em euforia. E ontem houve tiroteio incessante”, disse um passageiro. “Vi pessoas a correrem até à avenida principal com bastões e ouvia rajadas de tiros de espingardas automáticas e também de armas pesadas”, referiu outro. “Nunca houve falta de pão na Líbia, mas a padaria começou a racionar e havia uma grande fila. Cerca de 60 pessoas, incrível Não havia gasolina, o que para os líbios é como ar ou água. Costuma ser abundante”, diz um homem.

A Portugal, na madrugada desta quarta-feira, chegaram 76 portugueses e dez estrangeiros, de um total de 122 cidadãos nacionais e 77 de outras nacionalidades que o C-130 da Força Aérea portuguesa retirou da Líbia.