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Imigração: Europeus recusam ajudar Itália

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Imigração: Europeus recusam ajudar Itália

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As divisões dos europeus ao rubro sobre a imigração, enquanto a ilha de Lampedusa transfere, para outras zonas de Itália, os mais de seis mil tunisinos chegados nas últimas semanas.

Com a crise na Líbia a situação ameaça piorar e Cono Galipó, diretor do centro de acolhimento da ilha, afirma: “se amanhã chegar a terra um número exorbitante de imigrantes, iremos adaptar-nos, vamos tentar organizar-nos, como fizemos até agora. Mas teremos de agir dia a dia, em função das necessidades”.

Vários países europeus recusam aceder ao pedido de ajuda lançado pela Itália para fazer face a um possível êxodo vindo da Líbia. Os ministros do Interior dos Vinte e Sete acusam o homólogo italiano de pedir socorro para algo que ainda não aconteceu. Mas Roberto Maroni reitera: “A invasão de um milhão, milhão e meio de refugiados em Itália, como estima a Frontex, colocaria de joelhos qualquer Estado. É, por isso, que pedimos a solidariedade de todos os países europeus, quer para os controlos quer para o acolhimento”.

Para já a Itália conta com a ajuda da Frontex. Roma pedia a criação de um fundo especial e a partilha do fardo, mas mais uma vez, em Bruxelas, assistiu-se à divisão entre países do norte e os do sul, cujas fronteiras são mais vulneráveis.