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Costa do Marfim à beira da catástrofe humanitária

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Costa do Marfim à beira da catástrofe humanitária

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A revolta no mundo árabe desviou as atenções do que se passa na Costa do Marfim, mas este país está a beira da catástrofe humanitária.

Laurent Gbagbo recusa entregar o poder a Alassane Ouattara, reconhecido internacionalmente como vencedor das presidenciais de novembro do ano passado. Ouattara está num hotel de Abijan desde o anúncio dos resultados, no início de dezembro, protegido por forças das Nações Unidas.

Milhares de pessoas foram obrigadas a fugir dos confrontos entre os militares, que se mantém fieis Gbagbo, e as forças da Allassane Ouattara.

Com a escalada da violência, principalmente no oeste do país, a maioria dos refugiados concentrou-se na vizinha Libéria.

Calcula-se que 40 mil refugiados estão na pobre Libéria vizinha, e, de acordo com grupos humanitários, este número pode subir para 100 mil até abril.

Com a estação das chuvas pela frente, vai haver uma necessidade urgente de medicamentos, alimentos, água e abrigos.

Esperava-se que a eleição presidencial de novembro trouxesse a paz. O país passou por uma sangrenta guerra civil há oito anos…

Nessa altura, centenas de pessoas foram mortas e dezenas de milhares de pessoas abandonaram as casas.

A falta de entendimento político interno entre as partes abalou o mercado do cacau, que atingiu os preços mais altos dos últimos 32 anos no mercado mundial, o que levou à suspensão da exportação. Antes do Governo confirmar o prolongamento da suspensão os investidores receavam novas subidas

Os confrontos entre os dois campos levaram a ONU a alertar para os riscos de guerra de civil. Na semana passada, o secretário-geral das Nações Unidas exigiu “o fim imediato das ameaças e da obstrução às actividades dos capacetes azuis”. Aliás, três soldados da ONU foram feridos recentemente.