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EUA equacionam intervenção militar na Líbia

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EUA equacionam intervenção militar na Líbia

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Está a ser posta em consideração uma intervenção militar na Líbia.

Os Estados Unidos são favoráveis a uma rápida criação de uma zona de exclusão aérea para impedir que os aviões militares de Muammar Kadhafi bombardeiem as regiões onde estão civis opositores do regime. Contudo uma intervenção militar no país só será feita com um mandato claro do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

O Secretário-geral da ONU afirmou que Kadhafi perdeu “toda a sua legitimidade quando declarou guerra ao seu povo e que esta é uma situação totalmente inaceitável. Ban Ki-Moon adverte o ditador para “ouvir a vontade do seu povo.”

Muammar Kadhafi já disse que prefere morrer como um mártir, e que irá combater até ao fim.

O ditador afirma que o povo está com ele.

O líder líbio voltou a afirmar que os jovens que iniciaram esta revolta foram “drogados pela Al-Qaida”.

O regime conta ainda com o apoio de várias fações do exército, fortemente armadas.

A área territorial controlada pelas forças do regime é cada vez mais pequena. Kadhafi está cada vez mais circunscrito à capital do país.

Com o leste da Líbia nas mãos dos revolucionários, sendo a cidade de Bengasi o coração da revolta, várias outras cidades, em todo o território, insurgiram-se contra o regime.

Na noite de segunda-feira as forças leais a Kadhafi tentaram reconquistar o bastião rebelde de Zawiya, a cinquenta quilómetros de Trípoli, mas falharam.

Apesar do fervor revolucionário e da militância dos apoiantes da revolta, os líbios sabem que Kadhafi tem o apoio de forças com mais armamento e com melhor treino.