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Líbia: campo de refugiados não pára de crescer enquanto espera repatriações

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Líbia: campo de refugiados não pára de crescer enquanto espera repatriações

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O campo de refugiados Shusha, perto da fronteira entre a Tunísia e a Líbia, não pára de crescer.

Os esforços do Exército tunisino e organizações locais e internacionais permitiram uma melhoria das condições, apesar de muitos continuarem sem solução para regressar aos países de origem.

Os militares tunisinos instalaram hospitais móveis, mas é preciso um esforço considerável para evitar que a situação sanitária degenere.

O médico e coronel Mohamed Essoussi explica que “há um processo que é seguido por etapas. Primeiro, os refugiados são recolhidos na passagem fronteiriça de Ras Jdir e transportados para este campo, onde é registada a sua chegada. Depois passam por um exame médico, obrigatório para evitar uma eventual epidemia”.

A ministra tunisina da Saúde visitou o local e aproveitou para deixar uma mensagem dirigida, sobretudo, aos países de origem dos refugiados.

Habiba Ben Romdhane disse que “não é necessária ajuda para que as pessoas se instalem aqui, mas sim para que possam partir. Isso significa que são precisos barcos e aviões, sobretudo barcos”.

A incerteza do regresso motiva demonstrações de descontentamento, particularmente evidente entre originários do Egito e do Bangladesh.

Jamel Ezzedini, euronews: “Novos grupos de refugiados chegam praticamente a cada hora que passa a este campo, a seis quilómetros de Ras Jdir. O grupo que aqui vemos é composto por originários do Bangladesh, que vão ser alojados num campo que conta já com mais de 12 mil refugiados. Ainda assim, a situação humanitária tem melhorado progressivamente, desde que chegaram as ajudas do governo tunisino e de organizações internacionais.”