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Paquistão: assassinado ministro anti blasfémia

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Paquistão: assassinado ministro anti blasfémia

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A Defesa de uma lei anti blasfémia custou a vida ao ministro das Minorias religiosas no Paquistão, um país de maioria muçulmana.

Shahbaz Bhatti era o único cristão no executivo de Islamabad e estava sob ameaça de morte desde que defendeu, em novembro, uma mãe de quatro filhos condenada à morte por insultos ao profeta Maomé.

O ataque foi lançado por vários homens armados, num bairro da capital.

O assassinato deu-se em plena polémica devido a reformas defenidas por Shahbaz Bhatti, entre as quais a lei anti-blasfémia.

O facto de se opor à lei da blasfémia que prevê prisão perpétua ou pena de morte para insultos ao Alcorão ou ao profeta Maomé, transformou-o num alvo para os taliban.

O Vaticano lamenteou a morte Shahbaz Bhatti e defendeu que este homicido demonstra como têm sido acertadas as sucessivas intervenções do Papa, a propósito da violência contra os cristãos.

Este ataque foi já reinvindicado oficialmente pela Al Qaeda e Taliban, que recentemente mobilizaram manifestantes para impedir as reformas religiosas previstas pelo governo.

A União europeia denunciou o clima de intolerância religiosa que se vive no Paquistão