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União Europeia e o comércio de armas com a Líbia

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União Europeia e o comércio de armas com a Líbia

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21 de fevereiro de 2011: dois pilotos líbios desertaram. Aterraram em Malta a bordo de aviões de combate “Mirage”, de fabrico francês.

A repressão do regime de Muammar Khadafi fez ressurgir a questão: quem vendeu armas à Líbia?

A União Europeia acaba de proibir a venda de armas e de material de repressão a Trípoli, mas desde 2004, altura em que foi levantado o precedente embargo, os europeus estiveram entre os principais fornecedores da Líbia.

A Itália lidera a lista de países europeus na venda de armamento, com 276 milhões de euros, entre 2005 e 2009. Segue-se a França (210 milhões), o Reino Unido (119 milhões) e a Alemanha (83 milhões). Portugal vendeu quase 22 milhões de euros de material militar. No total, em quatro anos, as exportações europeias de armamento para a Líbia superaram os 834 milhões de euros.

Ao longo de décadas, a Líbia comprou, não só aos europeus, aviões de combate, bombas, morteiros, mísseis, munições, detonadores, armas químicas, gás lacrimogéneo e equipamento eletrónico.

A revolta líbia entrou na terceira semana e o regime continua a agarrar-se ao poder, pela via das armas. São cada vez mais os relatos de bombardeamentos a cidades nas mãos da oposição e talvez nunca seja possível saber o número exato de vítimas.