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Paris e Londres apoiam zona de exclusão aérea na Líbia

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Paris e Londres apoiam zona de exclusão aérea na Líbia

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Para pressionar o regime de Muammar Kadhafi, a França e o Reino Unido apoiam uma zona de exclusão aérea na Líbia, se Trípoli continuar a usar a força contra civis. O assunto está a ser debatido internacionalmente há vários dias e não há consenso na ONU, NATO ou União Europeia.

Numa conferência de imprensa conjunta em Paris, o novo chefe da diplomacia francesa, Alain Juppé, afirmou que o seu país “aprovou a planificação pela NATO da chamada zona de exclusão aérea na Líbia”

O ministro britânico dos Negócios Estrangeiros, William Hague, acrescenta: “Concordamos que a comunidade internacional, incluindo os Estados Unidos e outros parceiros, deveriam continuar a planear as diferentes medidas, incluindo a zona de exclusão aérea, para assegurar que podemos responder rapidamente e com firmeza aos eventos na Líbia”.

As zonas de exclusão aérea já foram usadas na Bósnia e Kosovo, com base numa resolução da ONU, para impedir os ataques sérvios sobre os civis. No Iraque foi implementada após a Guerra do Golfo pelos Estados Unidos, Reino Unido e França, para proteger curdos e xiitas.

No caso da Líbia, a Liga Árabe pondera apoiar a medida, mas por exemplo Berlim e Washington privilegiam a prudência. Todos reconhecem as dificuldades da definição e da aplicação, pois antes de mais seria necessário bombardear as defesas antiaéreas líbias.