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A luta belga por maiores aumentos salariais e a defesa da indexação

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A luta belga por maiores aumentos salariais e a defesa da indexação

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Uma semana antes da cimeira da zona euro, a 11 de março, os belgas mostram que são contra o pacto de competitividade franco-alemão para evitar novas crises do euro.

A Bélgica viveu esta sexta-feira uma greve geral. Dois dos maiores sindicatos do país contestam o aumento salarial (de 0,3% acima da inflação) proposto pelo executivo Leterme para 2011-2012, mas, ao mesmo tempo, apoiam o governo na sua luta contra o fim da indexação dos salários à inflação, como desejam França e Alemanha.

Philippe Van Muylder, da central sindical socialista, afirma: “felizmente, até agora, o governo belga de gestão disse, em relação ao senhor Sarkozy e à senhora Merkel, que não é uma boa ideia tocar na indexação. Nós vamos ajudar o governo a não mudar de ideias”.

Um manifestante explica: “Não sou belga. Não posso votar. Eu sou britânico, mas posso mostrar o meu descontentamento, estando aqui a manifestar”.

A indexação dos salários, o aumento da idade da reforma e o travão constitucional da dívida pública são os pontos controversos do pacto de competitividade, que Berlim quer impor em troca do seu apoio à reforma do fundo europeu de resgate.

Para tentar arrancar um acordo já na sexta-feira, o presidente do Conselho Europeu e a Comissão Europeia apresentaram uma proposta que suaviza o documento de Berlim e Paris.