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Egito prepara futuro cortando com o passado

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Egito prepara futuro cortando com o passado

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Mais de duas centenas de manifestantes cercaram esta sexta-feira durante a noite, o quartel-general das Forças do Estado, em Alexandria, no Egito.

Após a queda do regime de Hosni Mubarak, há três semanas, os egípcios tentam cortar com o passado e destruir os símbolos da repressão.

Segundo testemunhas, os manifestantes atiraram “cocktails” Molotov contra a polícia que ripostou atirando contra os manifestantes.

Algumas horas mais cedo, na Praça de Tahrir, no Cairo, milhares de egípcios demonstravam o seu apoio a Essam Sharaf.

Um dia depois de ser empossado primeiro-ministro pelo conselho das forças armadas, Sharaf, saudou os “mártires” da revolução que provocou a queda do regime.

O antigo ministro dos transportes fez-se acompanhar à Praça Tahrir pela Irmandade Muçulmana, como sinal de unidade do país.

O conselho supremo das forças armadas, no poder no Egito, anunciou esta sexta-feira, que o referendo para alterar a Constituição se realiza a 19 de março.

As propostas de alteração incluem a redução do mandato presidencial de seis para quatro anos e a introdução de um limite de dois mandatos consecutivos.