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Egito: Mulheres em luta pela paridade de géneros

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Egito: Mulheres em luta pela paridade de géneros

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As mulheres egípcias não hesitaram em sair em protesto na Praça Tahrir, no Cairo, contra o regime e a exigir a saída de Mubarak em Janeiro. Cerca de um milhão de pessoas manifestaram-se durante 18 dias nessa praça da capital do Egito, um quarto desse número era constituído por mulheres. Um feito histórico num país onde a desigualdade de géneros continua bem enraizada na mentalidade das pessoas.

“Homens e Mulheres são iguais e têm os mesmos direitos tanto no Islão como no Cristianismo. Todas as religiões nos dão os mesmos direitos. Temos de falar para que todo o mundo nos oiça,” apelava uma das manifestantes.

A repressão do regime foi também sentida no feminino. Não foram apenas os homens a sofrerem discriminações. Na Praça Tahrir elas lutaram também pela paridade de direitos.

“Estou muito contente com este protesto. Sinto que somos todos egípcios, não apenas muçulmanos ou cristãos, não apenas homens e mulheres. Somos todos egípcios,” evidencia esta egípcia.

Com o final das manifestações e consequente queda de Mubarak, as mulheres desapareceram da cena política. A Comissão que redige a nova constituição é formada apenas por homens e alguns querem que elas continuem arredadas da política.

Na emenda ao artigo 75 dizem que “o presidente do Egito terá de ter ascendência egípcia e não pode ser casado com uma mulher estrangeira.”

Cerca de sessenta associações egípcias sugerem que o texto diga: “não pode ser casado com alguém estrangeiro.”

Esta proposta consta de um comunicado do Centro Egípcio para os direitos das Mulheres.

O objetivo é fazer com que o Egito estabeleça a paridade de géneros e reconheça o direito que elas têm em participar na vida política do país.

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