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Líbia: Europeus procuram solução diplomática comum

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Líbia: Europeus procuram solução diplomática comum

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A União Europeia tem dificuldades em encontrar uma posição comum sobre a Líbia e a última prova chegou de Paris. A França reconhece o Conselho Nacional de Transição, a oposição líbia, como único representante legítimo do povo, o que surpreendeu os parceiros europeus.

Para já os Vinte e sete limitam-se a dizer que Kadhafi perdeu a legitimidade, tal como defendeu Luís Amado, à entrada da reunião dos chefes da diplomacia, em Bruxelas. O ministro português dos Negócios Estrangeiros afirmou ainda que “é preciso começar um diálogo nacional em Trípoli com a oposição e trabalhar para obter um cessar-fogo o mais depressa possível”.

Portugal, que tem a presidência do comité de sanções da ONU para a Líbia, recebeu a visita do emissário de Kadhafi e dos representantes da oposição líbia. Amado garante que as conversas foram coordenadas com Bruxelas.

Nesta vaga de ofensiva diplomática, a França vai propor à UE bombardeamentos aéreos específicos na Líbia, mas a opção militar não agrada. O chefe da diplomacia alemã, Guido Westerwelle, garante que não querem “ser arrastados para uma nova guerra no norte de África”, querem liberdade.

Catherine Ashton recebeu mandato do Parlamento Europeu para iniciar o processo de reconhecimento da oposição líbia. A chefe da diplomacia europeia afirma que é preciso “enviar uma mensagem clara e manter a pressão”, esperando que a decisão sobre a Líbia seja unânime na cimeira extraordinária dos líderes europeus desta sexta-feira.